sábado, 3 de julho de 2010

Você está derrotado ou ainda tem chance?

Essa partida contra a Holanda, me rendeu muitas reflexões. Por isso estou aqui escrevendo sobre esse assunto novamente.

Estávamos, só minha esposa e eu assistindo ao jogo, em casa. No início da copa, começamos a acompanhar os jogos através de um canal da TV a cabo. Nessa sexta, diferentemente, estávamos assistindo ao jogo do Brasil, pela Rede Globo. Minha esposa, como boa torcedora, manifestou sua superstição. Ao ver o Brasil começar a perder o controle do jogo, disse “estamos assistindo na Globo, isso está dando azar para o Brasil...não assistimos a nenhum jogo nesse canal, mude para o outro canal...”.

Então mudamos para a outra emissora... 37 minutos do 2º tempo, Brasil visivelmente desestabilizado e perdendo espaço para o adversário. E o jogo se aproximando do final.
Como bom brasileiro e torcedor, eu já estava bastante tenso com essa situação. E, para piorar a situação, quando mudamos de canal, veio a narração do comentarista. Ele dizia “...o Brasil, sendo eliminado pela Holanda”, “...a derrota do Brasil pela Holanda...” e outras coisas assim. Confesso que fiquei bastante irritado com essa narrativa, afinal tínhamos ainda, mais 7 minutos para o final do tempo regulamentar, além dos acréscimos. Aquela fala me deixou ainda mais ansioso, e tratei de colocar de volta na primeira emissora.

O interessante é que lá, o Galvão Bueno dizia assim “...o Brasil, em situação de grande tensão...”, nos momentos de contra ataque da seleção, dizia “...é isso que o Brasil precisa...”, “...ainda há tempo de reagir...vamos lá seleção brasileira...” e coisas do gênero. Embora estivéssemos mais próximos do final do jogo, ouvir essa narrativa, me dava esperança de que poderíamos ainda empatar o jogo.

Não sou um fã do narrador da Globo, também não tenho nada contra (parece que alguns não gostam), mas essa postura me trouxe uma reflexão importante.

Pergunta: como você age quando as coisas parecem ruins? Entrega os pontos no final do 2º tempo ou pensa que o jogo, realmente, só acaba quando termina?

Não são poucas as dificuldades impostas pela vida cotidiana. Quantas vezes, não são as vezes em que nos vemos em apuros? Seja na vida pessoal ou na vida profissional. E, é a nossa disposição pessoal que, muitas vezes, determina o resultado do jogo. Se acreditamos que é possível vencer, não há problema da vida ou chefe mal humorado que possa derrubar nossa vontade. Por outro lado, quantas vezes, você já se viu perdendo o controle de uma situação, por acreditar que não tinha mais jeito?

Pense um pouco, você deve ter em sua vida, algum episódio em que tudo parecia perdido, mas sua determinação até o final mostrou que era possível.

Falando, mais especificamente, do trabalho, como é com sua equipe? Busque na memória, às vezes em que precisou conduzir o grupo na busca de um resultado difícil. Que papel você fez? Do Galvão Bueno ou o do outro narrador esportivo?

A motivação é fator decisivo para nosso sucesso na vida ou na empresa. A qualquer momento do jogo, é possível fazer uma grande partida. Lembrem-se do jogo Brasil x Holanda, na copa do mundo de 98. Fechamos o tempo regulamentar em 1 a 1 e, mesmo depois de uma prorrogação desgastante, definimos a partida nos pênaltis por 4 a 2.

Alguns jogos, na vida, só são definidos mesmo, nos pênaltis. Lá, quando quase ninguém mais acredita que seja possível. Esteja certo de que só será possível para você se, de fato, acreditar.
Sucesso em suas partidas!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Quem quer ser líder?

E aí, você quer ser um líder? Quer se tornar gerente de uma área? Ter uma equipe? Não!!? Mas o caminho natural de todas as carreiras corporativas não é a gestão?

Pois é. Muitas pessoas pensam que sim. E, ao pensarem desta forma, propagam a idéia de que uma carreira só é ascendente, quando o profissional alcança este patamar. Ser um líder de uma área virou sinônimo de ter alcançado a realização profissional. Para muitas pessoas, de fato, é este o caminho para o qual todas as carreiras devem convergir. Sendo assim, o que será dos profissionais que não desejam dar esse destino a suas carreiras?
Vi muitas situações em que profissionais que recusam promoções ou oportunidades em posição de gestão, passaram a ser vistos como medrosos ou acomodados. Afinal, como alguém que se preocupe em construir uma carreira profissional, pode não querer o que tantos desejam?
Embora o mercado esteja mudando, ainda é possível encontrar pessoas com uma visão estreita sobre desenvolvimento profissional. Conheci uma gestora de RH que, passou a hostilizar analistas de sua equipe por terem recusado oportunidades para gerir áreas e/ou coordenar pessoas. Talvez por não digerir bem uma recusa a um oferecimento seu; afinal pode ser um ataque a sua autoridade. Ou por não acreditar que um profissional bom, possa não querer seguir o caminho traçado por ela. Alguns gestores se deliciam ao perceberem que sua trajetória profissional é merecedora de admiração de sua equipe. Como lidar com o desinteresse de seu subordinado por sua carreira?
Vi uma outra situação em que um supervisor, “colocou na geladeira” um profissional de sua equipe, só porque este, manifestou num feedback, não querer se tornar também, um supervisor.
É cômodo pensar que o problema esteja no profissional. “Sim, este indivíduo, certamente, deve ser um acomodado, não pensa em crescer, etc, etc...” Isso traz algum conforto para a consciência do gestor que, ao deparar-se com o desinteresse do subordinado pela vaga, vive uma angústia, “como poderei ajudar essa pessoa a se desenvolver, já que não quer ser aquilo que eu sei ensinar?”.

Alguns líderes despreparados para a função de gestores de pessoas, acabam por entender que se a função deles é desenvolver o grupo, conduzirão suas equipes para o caminho que eles próprios, compreenderam como o melhor: o seu. Quando isso acontece, muitas vezes o gestor nem questiona, previamente, se o seu liderado deseja trilhar seus passos, apenas o desenvolve. “Vai que ele diz que não quer, e eu fico sem saber o que fazer...”.

Essa situação, pode colocar o gestor em contato com um grande dilema. “Será que eu sei desenvolver pessoas!?”. Bom, essa é uma pergunta que só você poderá responder.
Mas se quiser entender como fazer, vamos lá, segue sugestão. O processo é simples, mas exige disposição.

Começa com uma reflexão do gestor para compreender que seu caminho profissional pode ser muito interessante, mas não é o único. O profissional em sua equipe tem todo o direito de não se interessar por ele. Ser menos focado em carreira do que você, não significa ser menos profissional.

Pergunte ao liderado, o que deseja para sua carreira. E, então, busque na empresa, os caminhos para aproximar o profissional do foco de seu interesse. Naturalmente, não se espera que o gestor saiba tudo e, é muito digno admitir que não sabe. Podem, inclusive, descobrirem juntos, quais são os caminhos de interesse do colaborador. Um gestor nem sempre precisa ter as respostas, mas pode estimular o liderado a buscá-las, facilitando o acesso a elas.

É um erro pensar que a posição de liderança traz consigo a responsabilidade de saber tudo. Até porque, aceite, você não saberá. Então trate de evitar esse sofrimento. Não se martirize e nem a seus liderados. Acreditar que carrega um “Super” escrito no peito, pode fazer do líder, um autoritário. A tirania, é uma forma de camuflar as fraquezas, que todos temos e sentimos, de vez em quando.

Considere que, ajudar pessoas a buscarem seus caminhos – mesmo fora de sua área – ou permitir que se aprimorem cada vez mais naquilo que já fazem, é uma forma de desenvolve-las.
Mensagem aos líderes: Desenvolvimento pode ocorrer em muitas direções e liderança é apenas uma delas.

Mensagem aos liderados: o caminho é seu e, para escolhê-lo, você deve considerar o que lhe fará sentir-se feliz e realizado no futuro, afinal é lá que você passará o resto de sua vida.
Sucesso a todos!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Você reconhece o valor de seu potencial?

Outro dia, numa conversa com alguns consultores conhecidos meus, surgiu o seguinte assunto, como estabelecer o preço de cada serviço prestado. Um dos colegas expressou que durante muito tempo (e, ainda hoje, pelo que pude perceber) determinar o valor de seu trabalho foi um grande problema, gerador de grande ansiedade.
Fiquei pensando nessa questão e, me chamou atenção o fato de que é mais comum do que se imagina, as pessoas terem dificuldade para determinar o valor do trabalho que prestam.

Bom, se fosse só isso, já seria uma questão importante porém, fácil de resolver. O fato é que a situação tem desmembramentos em diversos segmentos da vida e começa muito antes de iniciada a vida profissional. Muitas vezes, para saber o quanto “custa” o trabalho que se oferece, é preciso ter clareza do quanto “vale” esse trabalho. Qual o valor que o próprio indivíduo atribui ao trabalho que realiza? Em outras palavras, qual o valor que a pessoa se dá?

Você sabe o quanto vale o seu trabalho? Sabe o quanto vale a sua amizade? Já pensou sobre o quanto você representa para as pessoas a sua volta?

Seja no relacionamento profissional, afetivo ou de amizade, o primeiro passo para que consigamos nos sentir bem é darmos, nós mesmos o devido valor ao que somos. No confronto com o outro, repleto de qualidades e envolto em suas variadas competências, torna-se difícil, às vezes, sentir que você está a altura e que, reúne também, qualidades valiosas. Afinal, nossa atenção está voltada para o que o outro mostra e, menos vezes, para o que mostramos.

Voltando a conversa inicial, sobre trabalho, já ouvi muitas pessoas se questionando se o trabalho que estão oferecendo, vale o quanto o mercado cobra pelo mesmo tipo de serviço. Ao ouvir esses questionamentos penso, na verdade, estar ouvindo “como posso cobrar tanto?” “Será que eu valho isso tudo?”.

Vale fazermos uma reflexão sobre o assunto, pois tal insegurança tem impacto na maneira como nos relacionamentos com o mundo, mas nem sempre identificamos como um problema. Consultores, profissionais autônomos, como psicólogos clínicos, por exemplo, passam por este dilema mais freqüentemente, já que precisam eles próprios determinarem o valor monetário do conhecimento que oferecem.

Contudo, muitas pessoas, vivem o mesmo desconforto, sem se darem conta desta dificuldade. Quando têm que vender seu talento numa entrevista de emprego ou quando disputam uma vaga interna na empresa. Também num relacionamento afetivo em que devemos demonstrar a pessoa amada o quanto merecemos esse amor. Sim, porque para merecer o amor e o respeito do outro, é fundamental que sejamos os primeiros a reconhecer nossas qualidades e... nos amarmos mesmo. Da mesma forma, para conseguir demonstrar talento, é preciso reconhecê-lo em nós. Mais do que saber que existe, é preciso reconhecê-lo.

Saber que temos valor, é o que nos faz nos aventurarmos por campos menos conhecidos, como uma carreira como autônomo, a disputa por uma promoção, o desejo de conquistar uma pessoa. No entanto, o não reconhecimento do próprio valor, faz com que nos boicotemos, na hora “H”.

Recorda-se de alguma vez em que você tenha saído de uma entrevista perguntando “porque eu fui dizer aquilo?” ou “como eu pude deixar de falar daquela experiência importante?” Lembra-se de já ter saído de um primeiro encontro amoroso, com a sensação de ter posto tudo a perder, mesmo sabendo que tinha tanto a oferecer?

Apresentei aqui dois exemplos típicos, mais o fato é que quando uma pessoa não consegue reconhecer o próprio potencial, deixa escapar isso nos mais diversos momentos. Comece a se policiar para perceber os sinais de boicote. Sabe quando numa conversa despretensiosa entre amigos, você fale uma bobagem qualquer e, rapidamente, se pune, dizendo “olha, que idiota!”, ou “eu sou um imbecil, mesmo!”. Preste atenção, esses são os indícios de que, sua auto estima está merecendo cuidados e que, você precisa ser menos severo consigo mesmo.

Reflita comigo, viver implica em correr alguns riscos e quanto maior nossa exposição, maior o nosso receio de não darmos conta do que vem pela frente. Isso é normal. Só pense, também que, o caminho construído por você, para chegar onde está hoje, possivelmente, foi aberto por suas competências pessoais e talento profissional. Erros e enganos todos cometemos e os seus, provavelmente, não são maiores que os dos outros. Cuide para não recuar frente a grandes oportunidades, nem desvalorizar seu potencial, botando a perder tudo o que conquistou. Comece esse trabalho interno, respondendo a seguinte pergunta “que valor você dá ao seu valor?”

Sua carreira está à deriva?

Qual a relação que você tem com sua vida profissional? Pense antes de responder. Você sabe onde deseja estar, profissionalmente falando, daqui há cinco ou dez anos? Eu sei que muitos, ao iniciarem esta leitura, vão pensar “lá vem mais um texto, falando de carreira e querendo que eu me preocupe com futuro profissional”. Mas peço que continuem a leitura para entenderem onde quero chegar.

Estar empregado nos dá uma enorme sensação de conforto porque, aconteça o que acontecer, o salário estará na conta no final do mês. De fato, representa uma grande segurança imaginar que basta seguir a rotina e fazer o seu trabalho, que a remuneração virá. Tem ainda, por parte de alguns, aquela compreensão de que, “se eu me esforçar e der o meu melhor, uma hora dessas eu serei visto e reconhecido com um aumento de salário, uma promoção ou, ao menos, melhores condições de trabalho”. E valia pensar assim, já que antes, era creditado a empresa, a responsabilidade pela carreira do profissional.

Essa situação não é realismo fantástico e nem filme de ficção, há muito tempo as coisas eram assim, mas hoje não são mais!

O que existe hoje, é um negócio chamado mercado competitivo, que faz com que as empresas promovam mudanças constantes e, muitas vezes radicais, em sua organização interna, para se manterem competitivas. Buscam criar um diferencial, este, pode ser um produto tecnologicamente superior, uma maneira específica de apresentar a marca ou um atendimento altamente especializado, entre outros. O fato é que, para que as mudanças ocorram, essas empresas exigem mais de seus colaboradores. Nesse “mais”, leia-se, mais dedicação, formação acadêmica superior, conhecimento técnico específico, idiomas, etc. Além, é claro, de um conjunto de competências comportamentais condizentes com os desafios do mercado.

Na contramão de tudo isso, lá dentro da empresa , envolvidos pela rotina, muitas vezes não percebemos que o tempo está passando e que, na mesma velocidade, todas essas mudanças estão ocorrendo a nossa volta. Como conseqüência desse processo todo, muitos profissionais acabam ficando para trás.

Frente a isso tudo, a minha pergunta é, como você tem cuidado de sua carreira, para não ser excluído do mercado?

As empresas não valorizam mais o profissional que é só esforçado. Valorizam sim, o profissional competente. É com esse profissional que elas contam para alavancar resultados e cumprir suas metas.

Se você é o profissional esforçado, pare de esperar que a empresa te veja e reconheça sua dedicação. Ela não tem que fazer nada por você, ela não te deve nada. Assuma o controle de sua carreira e mantenha-se em movimento. Entenda que a empresa é transitória em sua vida, já sua carreira deverá acompanhá-lo para muito além desse seu emprego. No entanto, para que isso aconteça, planejamento é fundamental. Determine em que direção deseja seguir e busque se capacitar para tal.

Pense que, se você conta com a empresa para cuidar de sua carreira, vai constatar que sua carreira é uma embarcação à deriva. E, as carreiras à deriva estão fadadas a naufragarem. Entenda o que a empresa deseja de você e avalie se você tem correspondido a tal expectativa.

O que outros profissionais de sua área têm que você não tem? Quem deseja permanecer no mercado, precisa parar de esperar reconhecimento e começar a construir o know how que o manterá na ativa e no controle dessa embarcação que é a sua carreira.

Sucesso!!!

sábado, 8 de maio de 2010

O descaso dos processos seletivos

Você está desempregado, ou disponível no mercado, como alguns preferem dizer? Ou mesmo, buscando uma outra oportunidade de trabalho porque o seu atual, não lhe agrada mais? Então, certamente, já passou pela situação de aguardar um retorno prometido por selecionador e este retorno nunca vir.

Para aqueles que não são da área e não sabem como funciona, a rotina da área de seleção, no RH é uma correria. O mesmo selecionador cuida, ao mesmo tempo, de diversas vagas. Em cada uma delas, lida com dezenas de candidatos. Os processos têm ritmos e complexidades diferentes. Isso quer dizer que num momento há um ou dois processos exigindo muito tempo e energia do selecionador. Noutro momento, antes que esses primeiros tenham sido encerrados, o selecionador precisa voltar sua atenção para outros processos. Enfim, a vida no RH é uma loucura e, nesse contexto, é muito fácil este profissional esquecer de algum detalhe. A questão é que, em geral, o detalhe esquecido, são os candidatos.

Quem nunca viveu a angústia de esperar uma resposta positiva que seria a salvação da lavoura? Naturalmente, quando se está procurando um trabalho, em cada processo, o que se espera é um retorno positivo. Mas, certamente, um “infelizmente, não pudemos aproveitá-lo neste momento”, já daria conta da ansiedade da espera. Permitiria que o candidato se reorganizasse, deixasse de alimentar expectativa e pudesse canalizar sua energia para outras possibilidades.

Aos meus colegas de RH, peço desculpas por esta manifestação, pois como já disse, sei como funciona. O que quero expressar aqui é, não prometam retorno, se não puderem cumprir.

Estar sem trabalho afeta gravemente a auto-estima do profissional. O sentimento que surge é o de inadequação, pois parece que todos a sua volta estão trabalhando, menos você. E, cada processo seletivo para o qual é chamado, representa uma valiosa oportunidade de ter de volta a identidade. Portanto, a expectativa de quem espera retorno de um processo é muito grande. E o grau de ansiedade que já é alto pela condição de desemprego, se eleva a quinta potência. Agora imagine o pensamento deste profissional, alguns dias após ter se esgotado o prazo dado por um selecionador para um retorno. Em geral, o responsável pelo processo diz assim “...não importa o resultado, daremos retorno a todos...aguardem até...”. E o profissional que não recebe resposta, mas que acredita que houve um retorno pensa “...os que passaram, tiveram retorno, os que não passaram, tiveram retorno...poxa, se eu não mereci nem um retorno negativo, eu não devo servir pra nada...”. Forte não? Ouvi isso de um amigo que durante mais de um ano buscou se recolocar.

Ora, somos profissionais de humanas, muitos de nós atuam com desenvolvimento de pessoas. Onde está a preocupação com o ser humano? Não dá para perdermos a sensibilidade sob o pretexto de que a vida é corrida em Recursos Humanos. Se prometeu, faça um esforço e cumpra! Ou, se constatou que não dá conta, pare de prometer retorno. Pensem em como se sairá no próximo processo, um profissional, após participar de dois ou três, sem retorno. Se sentirá seguro para mostrar o seu melhor? Acho que vale refletirmos sobre essa situação, e revermos nossa postura.